sábado, 22 de fevereiro de 2014

Simorion Matos: Em ano de Copa do Mundo, o jogo político movimenta a Paraíba



As trinta e duas seleções que disputarão a Copa do Mundo este ano, no Brasil, já estão devidamente informadas e conscientes das regras do jogo e da logística a ser desenvolvida para o evento. Todas elas sabem onde serão os jogos, os hotéis onde acomodarão suas delegações e quais serão os centros de treinamento.

Para a Copa, portanto, está tudo bem encaminhado.

Para um outro jogo que estará em disputa também neste ano de 2014, três meses após a Copa, as regras ainda não estão totalmente definidas, principalmente na Paraíba onde, em 223 estádios municipais, cerca de 3 milhões de torcedores e eleitores, estarão definindo o futuro do Estado cuja bandeira tem as cores do Flamengo, clube detentor da maior torcida do país.

No jogo político paraibano, cujos times mais fortes são o PSB, PSDB e PMDB, muita coisa ainda precisa de definição.

Os atletas de maior brilho, Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital do Rêgo, já iniciaram a fase de aquecimento.

Os cartolas e comissões técnicas certamente estão preparando suas táticas, montando as estratégias e armazenando munição para a batalha, que deverá acontecer em dois tempos, ou melhor, dois turnos.

O governador Ricardo Coutinho expõe inúmeras adesões de lideranças municipais – prefeitos e ex-prefeitos, dando a exata dimensão do quanto o Poder da caneta do chefe do Executivo funciona no processo eleitoral.

Segundo um conceituado jornalista, mesmo levando em conta diferenças e circunstâncias temporais, Ricardo repete a mesma lógica e prática do ex-governador José Maranhão na disputa de 2010, quando o vencedor nas urnas foi quem não dispunha da máquina, no caso o ex-prefeito da Capital.

Em outros campos estão o poderio eleitoral e político do senador Cássio Cunha Lima, bem como as articulações de Veneziano Vital.

A preço de hoje, 3 times poderão entrar em campo no jogo eleitoral do Estado. Ou, de repente, poderão ser apenas 2 escretes em disputa, se o PSB e o PSDB decidirem continuar juntos, a exemplo do que aconteceu em 2010.

Há quem diga que, para enfrentar O CABELUDO, se estiverem jogando em faixa própria, o governador Ricardo Coutinho e o senador Cássio estarão dividindo forças, cada um com a sua torcida e sua batucada.

Se partirem juntos, em vez de 2 times distintos, usando uniformes diferentes, estarão formando uma boa e forte seleção.

E, na Copa, o povo de determinada parte do mundo não conquista o título de campeão sendo representado por um dos seus times.

A vitória, certamente, será de quem colocar em campo a melhor seleção.

Por Simorion Matos

Régis Brito Follow @regismarllom

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